Açores: Bispo afirma é preciso discernir apelos e clamores à Igreja Católica

Jornadas de lançamento do novo ano pastoral

O bispo de Angra afirmou que “é preciso discernir que apelos e clamores se lançam à Igreja pelos Açores de hoje”, no primeiro encontro das jornadas de lançamento do novo ano pastoral, no Seminário Episcopal de Angra.

“O presente e o futuro da nossa Igreja estão na presença da mesma nas realidades de vida do povo açoriano, esta visibilidade concretiza-se nas famílias, nas fábricas, nas empresas, nos sindicatos, nas associações políticas, de voluntariado”, disse D. João Lavrador.

O sítio informativo diocesano, ‘Igreja Açores’, divulga que o seu bispo assinalou que a partir da realidade da Igreja insular, há 485 anos na sociedade açoriana, “é preciso discernir que apelos e clamores se lançam à Igreja pelos Açores de hoje”.

No Seminário Episcopal de Angra, D. João Lavrador traçou uma radiografia do arquipélago a partir da evolução dos dados estatísticos regionais, no período entre 2001 e 2017, citou vários indicadores de pobreza, de saúde, de escolaridade, emprego, habitação, preservação do património, níveis culturais, e alertou que em quase todos o arquipélago continua abaixo das médias nacionais e europeias, “o que exige um esforço de atenção por parte de toda a comunidade cristã”.

O bispo mobilizou a diocese a criar condições que favoreçam “um diálogo fecundo” com todos os setores da sociedade, a começar pelo meio académico, para encontrarem as formas mais adequadas de responder aos desafios do mundo insular atual.

Em 2019/2020, a Diocese de Angra começa uma “caminhada sinodal” e pretende estar, cada vez mais, presente na vida dos açorianos indo ao encontro das populações e dos seus problemas, numa perspetiva missionária.

‘A beleza de caminharmos juntos em Cristo’ é o lema do novo ano pastoral e D. João Lavrador interpelou sacerdotes, religiosos e leigos – “agentes de pastoral” – a olhar para a “realidade da Igreja” e para o seu “modelo de ação evangelizadora”.

Esta quinta-feira, a Vigararia Nascente, das ilhas de São Miguel e Santa Maria, recebe a formação de lançamento do novo ano pastoral, no Centro Pastoral Pio XII.

As jornadas são também orientadas pelo vigário episcopal para a formação, que disse aos sacerdotes que precisam de “uma chave teológica para ler e interpretar os sinais dos tempos à luz do Evangelho”.

“Ferramentas que permitem agir pastoralmente em ordem a uma resposta evangelizadora da nossa Igreja local às questões que a sociedade, a cultura e a própria igreja nos colocam”, observou o cónego Ângelo Valadão.

Nas formações têm refletido sobre os temas ‘a Teologia dos sinais dos Tempos’, ‘a caminhada Sinodal para a Diocese’ e ‘a beleza de caminharmos juntos em Cristo’ que vão orientar a diocese insular nos próximos anos.

O sítio online ‘Igreja Açores’ divulga também que um documento da diocese indica que “27,6% dos açorianos se dizem católicos observantes, 21,7% católicos praticantes ocasionais e 17,4 católicos militantes”.

A região autónoma dos Açores possuía 243.358 habitantes, em 2018, a principal atividade económica é a agricultura e as pescas, com destaque também para o crescimento do Turismo e o “melhor indicador insular” prende-se com o número de jovens, “a média de pessoas com menos de 15 anos é de 16% quando a nível nacional se fica pelos 14%”.

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