Fátima: Arcebispo D. Rino Fisichella confiante que «rapidamente» irmã Lúcia receba «reconhecimento devido»

Fátima, 12 ago 2017 (Ecclesia) – O presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização (Santa Sé) afirmou hoje que está confiante numa resolução rápida do processo de canonização da Irmã Lúcia de Jesus, vidente de Fátima, na abertura da peregrinação internacional aniversária de agosto.

“Estamos confiantes que rapidamente também a Serva de Deus, irmã Lúcia, possa receber o reconhecimento que lhe é devido e assim também na santidade os três pastorinhos estejam reunidos como outrora”, disse D. Rino Fisichella na Capelinha das Aparições.

O presidente da quarta peregrinação internacional aniversária do centenário começou por assinalar que os pastorinhos Francisco e Jacinta Marto “são santos para toda a igreja”.

“A fé e a palavra do Papa atestam que eles estão no paraíso de onde intercedem por nós”, acrescentou o arcebispo italiano.

O presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização realçou o exemplo dos pastorinhos que foram “objeto de escárnio, de dúvidas, violência gratuita” mas a “simplicidade” da sua narrativa e a sinceridade das suas pobres vidas “conquistaram o coração de tantas pessoas”.

“Maria, a mãe de Deus serviu-se deles para nos fazer chegar o pedido de oração. Nestes dias estamos aqui na Capelinha diante dos olhos amorosos da linda Senhora vestida de branco para rezar”, desenvolveu.

‘Santa Maria, Mãe de Deus’ é o tema da Peregrinação Aniversária de Agosto que começou hoje e recorda a quarta aparição de Nossa Senhora aos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto e Lúcia.

“Peçamos-lhe a graça de aprender cada dia a rezar sem nos iludirmos de já o sabemos fazer”, acrescentou.

Esta é a segunda vez que D. Rino Fisichella está na Cova da Iria após de ter sido nomeado responsável pelo setor dos santuários na Igreja e depois de ter acompanhado a peregrinação do Papa Francisco nos dias 12 e 13 de maio.

“Já passaram cem anos, mas aqui nada mudou. A grandiosidade do santuário modificou a fisionomia do espaço de oração. A Cova da Iria está transformada mas tanto no passado como hoje viemos aqui para rezar à Virgem”, destacou o arcebispo.

Também na Capelinha das Aparições, o bispo de Leiria-Fátima explicou que a peregrinação é “um momento privilegiado” para fazer a experiência “da ternura e da misericórdia da mãe”.

“O peregrino de Fátima traz consigo anseios pessoais e íntimos e traz também os problemas e dramas do mundo”, disse D. António Marto, divulga o santuário mariano.

O bispo diocesano pediu que tivessem como “especial intenção” as vítimas dos incêndios, quem os combate, a paz no Médio Oriente e “os cristãos perseguidos na Nigéria e na República Centro Africana”.

O Serviço de Peregrinos do Santuário de Fátima informa que inscreveram-se na Peregrinação Aniversária de agosto: 158 grupos num total de 13912 peregrinos de diversos países da Europa, África, Ásia e América.

O encontro deste sábado e domingo é também conhecido como a peregrinação do Migrante e do Refugiado e realiza-se na 45ª Semana Nacional de Migrações 2017 com o tema ‘Acolher o futuro – Novas gerações migrantes são o amanhã da humanidade’.

A peregrinação continua com a bênção solene das velas e rosário às 21h30 na Capelinha das Aparições, seguida da procissão das velas, missa internacional e uma vigília pela madrugada.

A peregrinação de agosto ao Santuário de Fátima termina este domingo com o concerto ‘Rainha dos Céus, Alegrai-vos’, interpretado pelo coro Regina Coeli, às 15h30, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

CB

Agencia Ecclesia

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