HOMILIA NO DIA DE NATAL Ano B

Foto: Portal Católico
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Caros irmãos e irmãs, ontem contemplamos o Natal do Salvador e hoje rendemos graças ao Bom Deus, por nos ter dado seu dom mais precioso, seu Único Filho para nos fazer seus filhos na graça, pelo Batismo. O Natal é de Jesus, mas somos nós, seu Povo Santo conquistado pelo sangue que brotou do seu lado aberto quem recebemos o presente.
Isto tudo não teria se dado se tal Nascimento não houvesse ocorrido. É esta a resposta que os medievais encontraram, abismados na imensidão do amor do Pai por nós, diante da pergunta: Cur Deus Homo? Por que Deus se fez Homem? Tanto mais abismados ficamos, se consideramos quem éramos e quem nos tornamos pela Divina Filantropia, como dizem os orientais para falar do amor de Deus pelos homens todos.
Pecadores que éramos, sem merecimento algum, tanto Deus nos amou, como nos refere São João. Mais Amor testemunhou ao referir-se Àquele que nasceu: “Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei? Ou ainda: “Eu serei para ele um Pai e ele será para mim um filho”… e com que finalidade? Nos perguntamos ainda. Para não mais nos falar por meio de outros, mas “por meio do Filho, a quem ele constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também ele criou o universo”. Assim Deus se interessa por nós: nestes últimos tempos nos manda seu Filho, para não mais necessitar de profetas e outros modos. É seu sim a nós de modo irrevogável. Nada mais há dizer. Os que escolhe, escolhe para que Ele próprio fale pelos lábios dos que envia: “Quem vos recebe a mim recebe, quem vos ouve a mim ouve”… Que graça e que responsabilidade! Não nossas humanas palavras nem ideias, mas a Palavra Encarnada é que Se anuncia na pregação e em lábios impuros, purificados pela graça… Como não nos maravilharmos?!
É o que São João contempla e nos revela: “E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como filho unigênito, cheio de graça e de verdade”. E perguntamos de novo, quais crianças descobrindo o mundo: “por quê e para quê?” Ele nos responde: “para nos tornarmos filhos de Deus”, e assim participarmos da sua intimidade…
O Natal é a festa e a comemoração desta relação que quer Deus, não seja mais de servos com seu senhor, mas de filhos, no Filho, com seu Pai… Como não cantar a Deus o canto novo? Como não sermos nós mesmos tal canto ao Senhor, como sugere Santo Agostinho?…
Que o Espírito Santo, descido sobre a Virgem, também sobre nós venha para que sejamos para Deus o que de nós ele quer que sejamos: seus filhos, não só de nome, mas de fato e em verdade. E que a Virgem Mãe e São José intercedam por nós para podermos participar da sua missão: acolher durante toda a vida aquele que é a Vida e que veio a este mundo. Amém!
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Autor: Prof. Pe. Mestre Samuel Pereira Viana Nascido em Duque de Caxias (RJ) e Ordenado Presbítero na Diocese de Santo Amaro. Mestre em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

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