Natal: «Que Jerusalém se mantenha sempre como Cidade Santa dos cristãos, muçulmanos e judeus»

Cidade do Vaticano, 22 dez 2017 (Ecclesia) – O patriarca da Igreja Caldeia Católica do Iraque dedica a sua mensagem de Natal à crise em Jerusalém e faz votos de que aquele território “se mantenha sempre como Cidade Santa para cristãos, muçulmanos e judeus”.

Num texto divulgado pelo serviço informativo da Santa Sé, D. Louis Sako apela ainda aos cristãos iraquianos que “se coloquem em solidariedade ao lado do povo palestino, que há 70 anos sofre com a injustiça e a erradicação”.

Ao longo da sua reflexão, aquele responsável não esquece a realidade do seu país e das suas comunidades, que nos últimos anos tem sido marcada pela opressão do grupo terrorista Estado Islâmico.

A violência e a discriminação levada a cabo pelos fundamentalistas islâmicos levou ao êxodo massivo dos cristãos do Iraque, que em 2003 era constituída por cerca de um milhão e meio de pessoas.

Um dos focos de tensão mais mediáticos foi a Planície de Nínive, onde o Estado Islâmico obrigou centenas de milhares de pessoas a fugir para salvarem a suas vidas.

D. Louis Sako faz votos de que o Iraque, agora livre do jugo dos jihadistas, possa retomar o seu curso normal, e que as comunidades cristãs vejam o seu quotidiano restaurado.

“Que as casas sejam reabilitadas e as cidades reconstruídas. Este é o grande desafio que devemos enfrentar para alcançar uma nova fase baseada nos princípios fundamentais”, realça o patriarca iraquiano.

Para D. Louis Sako, é tempo agora de “o governo iraquiano, como mãe adotiva de todos, trabalhar de maneira séria a fim de favorecer o retorno dos cristãos às suas casas e propriedades”.

“Cabe ao executivo a tarefa de preservar os direitos dos cristãos, enquanto população nativa, reconhecer a cultura, civilização e patrimônio como parte essencial da história do Iraque”, aponta aquele responsável.

Em termos gerais, o patriarca da Igreja Católica Caldeia do Iraque desafia as comunidades cristãs neste Natal “a libertarem-se do medo, do pessimismo e de todos os interesses pessoais que levaram à divisão no passado”.

Sobre a relação com as outras religiões no Iraque, D. Louis Sako mostra a esperança de “que os cristãos possam reconstruir a sua pátria e o futuro junto com os seus irmãos muçulmanos, para dar novo brilho àquele mosaico tão bonito que é o Iraque“.

“O futuro não pode ser construído sem tolerância e coexistência”, conclui aquele responsável.

JCP

Agencia Ecclesia

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