‘Nosso bebê nasceu. Tem 1,44m, 40 kg… e 10 anos!’: já temos a adoção mais emocionante do ano

Por: pt.aleteia.org

Já tomou sua dose diária de histórias inspiradoras? Se você ainda não viu o mais novo exemplo positivo que parou o Facebook, acalme-se, pois contaremos tudo a seguir

A história coloca no centro a luta de uma família de Florianópolis, Santa Catarina, para conseguir a adoção de uma criança. Narrada da forma mais original possível pelo mais novo pai do pedaço, Rafael Festa (o sobrenome não poderia ser melhor), o enredo mostra os obstáculos enfrentados e também as vitórias da família para conseguir o reconhecimento de algo que não tem preço, o amor.

“Nossa gestação não foi das mais convencionais. Não vimos nossa barriga crescer (exceto a minha, mas não por este motivo), mas nosso peito já não aguentava mais de tanto aperto. Não ouvimos seu coração bater através de uma máquina, mas o nosso acelerou quando uma porta abriu e ele veio em nossa direção.”

Emocionante, o depoimento de Rafael, além de uma contribuição para o debate sobre o sistema de adoção brasileiro, também é um incentivo para que mulheres e homens que estão vivendo a expectativa da adoção não desistam.

“As nossas dores de parto foram as angustiantes semanas de espera por decisões burocráticas. E hoje, o nosso parteiro foi um juiz, sentado em uma cadeira, que assinou um papel e o nosso filho, finalmente, está em nossos braços. Não experimentamos desejos estranhos nem passamos por enjoos terríveis, mas Deus sabe quão ruins eram os domingos à noite, quando precisávamos levá-lo de volta à casa-lar.”

Marcante, a fala quebra alguns tabus do mundo da adoção, como a idade (a criança tem 10 anos). Segundo dados do Cadastro Nacional de Adoção, em 2016 o Brasil tinha 35 mil pessoas na fila da adoção e para cada uma delas, cinco famílias interessadas. Mas, além da burocracia, o problema se dá pelo perfil bastante restrito traçado pelos futuros pais. Por exemplo, 70% não aceitam adotar também os irmãos ou irmãs e 29% quer adotar somente meninas.

“Ainda somos “tio” e “tia”, e não nos importamos com isso. O amor incondicional vai além dos títulos. O amamos não pelo que ele sente por nós ou pelo que ele pode nos oferecer, mas sim por que queremos toda a felicidade do universo pra ele,” diz Rafael Festa.

O caminho para a adoção realmente não é dos mais fáceis e alguns cuidados por parte do Cadastro Nacional de Adoção são compreensíveis, afinal se tratam de medidas para que somente o amor reine entre a pessoa adotada e sua nova família. Boa sorte para os marinheiros de primeira viagem!

“Não podíamos bradar ao mundo todo que estávamos grávidos, mas sabíamos que o mundo seria pequeno para tanto amor.”

Aleteia: vida plena com valor

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