O que fazer quando o estresse ou a tristeza te empurram para a geladeira

v01_ELETRONORTE_SUPERBANNER_CIRIODENAZARE_728X90PX (1)

“Fome emocional?” Estas dicas úteis podem ajudar você a se afastar da compulsão alimentar

Muitas vezes comemos sem realmente precisar… porque estamos entediados, tristes, felizes, irritados ou ansiosos. O comer emocional é uma maneira de lidar com o estado de espírito, mas precisamos aprender a canalizar nossas emoções para que possamos voltar a ter hábitos alimentares saudáveis.

A fome emocional é um apetite falso que aparece em qualquer momento do dia. Ao contrário da fome fisiológica verdadeira, que aparece gradualmente à medida que as refeições se aproximam, a fome emocional pode surgir de repente e não é seletiva.

Um estudo publicado na revista Nutrition Update pela nutricionista argentina Monica Katz e sua colega Vanesa Anger revela que a fome emocional ocorre mais frequentemente nas mulheres do que nos homens e mostra que as mulheres são mais propensas do que os homens a comer por ansiedade. As mulheres também preferem doces, enquanto os homens preferem alimentos salgados.

Fatores que contribuem para a compulsão alimentar

Quando nos deparamos com situações que causam estresse, ansiedade ou quando temos um problema, a comida pode ser uma fuga temporária.

Pode acontecer quando estamos lidando com uma emoção negativa, ou quando não temos tempo suficiente para certos hobbies, ou por problemas com o nosso trabalho ou a nossa vida social, ou simplesmente por causa do tédio com nossa dieta diária (por exemplo, falta de criatividade na preparação de pratos diferentes). Estas são situações na vida quotidiana que te levam a comer como uma forma de buscar gratificação imediata.

Além disso, o mercado de hoje oferece uma infinidade de alimentos que estimulam o lanchar excessivo. Estes são alimentos ricos em calorias com muitas gorduras saturadas e açúcares simples que nos dão esse impulso de prazer e bem-estar causado pela liberação de endorfinas e dopamina em nosso cérebro. Infelizmente, esse impulso de felicidade é momentâneo e, quando acaba, continuamos sendo os mesmos ou ficamos pior do que antes.

Consequências para a saúde

O impacto na saúde pode variar de acordo com o que, com que frequência e quanto nós comemos. O pior caso, quando perdemos completamente o controle, é bulimia nervosa – mas geralmente não começa assim.

A primeira consequência é o aumento de peso, onde você pode se tornar obeso e pode desencadear outras mudanças metabólicas e hormonais, como diabetes, colesterol alto, hipertensão, problemas reprodutivos e excesso de ácidos graxos, para mencionar alguns.

Dicas para lidar com a fome emocional

  1. Pense e reflita sobre o que está acontecendo. Procure o problema e pergunte-se por que você sente que precisa desse alimento em particular para “se sentir melhor”. Pergunte a si mesmo: estou realmente com fome ou estou apenas enfrentando ansiedade ou tédio?
  2. Siga uma dieta variada e equilibrada, sem proibições desnecessárias, mas com cada alimento na medida certa. Desfrute seus alimentos favoritos de vez em quando.
  3. Tire um tempo para agradecer a Deus antes de suas refeições.
  4. Aprenda novas receitas. Prepare-as e compartilhe-as com a família para que você não fique entediada com os mesmos pratos.
  5. Mastigue bem sua comida e dê tempo suficiente para perceber quando você já está satisfeita, de modo que você não coma demais.
  6. Quando você sente que não pode se controlar e está morrendo de vontade de abrir um saco de salgadinho tamanho gigante, reze, saia ao ar livre, ande de bicicleta, exercite-se, ouça música, chame uma amiga para conversar ou procure algo que irá distraí-la no momento.

É muito importante identificar este problema no início, já que nossos hábitos alimentares são definidos desde a infância. E se o problema persistir e você sente que não pode superá-lo por conta própria, procure a ajuda de um médico para obter o apoio que você precisa.

Aleteia: vida plena com valor

COMPARTILHAR