Líderes civis e eclesiásticos do Sudão do Sul terão retiro no Vaticano

Por: noticias.cancaonova.com

Retiro é ecumênico e diplomático, buscando oferecer reflexão e oração tendo em vista um futuro de paz para o povo do país

Da Redação, com Boletim da Santa Sé 

Nesta quarta e quinta-feira, 10 e 11, autoridades civis e eclesiásticas do Sudão do Sul se reúnem na Casa Santa Marta, no Vaticano, para dois dias de retiro espiritual. A proposta do encontro, apresentada pelo arcebispo de Cantuária, Justin Welby, foi aprovada pelo Papa Francisco.

A informação foi anunciada nesta terça-feira, 9, pelo diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti. Ele comunicou que, da parte das autoridades civis, participarão os membros da presidência do Sudão do Sul, que no âmbito do “Acordo Revitalizado sobre a Resolução de Conflitos no Sudão do Sul” assumirão altos cargos de responsabilidade nacional em 12 de maio próximo.

Com relação às autoridades eclesiásticas, participarão oito membros do Conselho das Igrejas do Sudão do Sul. Os pregadores do retiro serão o arcebispo de Gulu, Uganda, Dom John Baptist Odama, e o presidente da Conferência dos Superiores Maiores da África e Madagascar, padre Agbonkhianmeghe Orobator, S.J.

“Este evento, ao mesmo tempo ecumênico e diplomático, é organizado de comum acordo entre a Secretaria de Estado e o Departamento do Arcebispo de Cantuária, com o objetivo de oferecer, da parte da Igreja, uma ocasião profícua para a reflexão e oração, bem como o encontro e a reconciliação, em um espírito de respeito e confiança, para aqueles que, neste momento, têm a missão e a responsabilidade de trabalhar por um futuro de paz e prosperidade do povo do Sudão do Sul”, explica Gisotti.

Na conclusão do retiro, na quinta-feira, 11, o Papa Francisco fará um discurso. Também está prevista a entrega, aos participantes, de uma Bíblia assinada pelo Papa Francisco, pelo Primaz da Igreja Anglicana, Justin Welby, e pelo ex-Moderador da Igreja Presbiteriana da Escócia, Rev. John Chalmers, com a mensagem “Procure o que une. Supere o que divide”.

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O que não lhe contaram sobre esperar

Por: noticiascatolicas.com.br

Todo mundo sabe e todo mundo diz que esperar é difícil, que é um processo, que temos de ter paciência, pois, no final, tudo dá certo! E quando esperamos em Deus tudo vai bem! Isso tudo é verdade, é lindo e poético, romântico!

O que ninguém nos conta é que não sabemos esperar. Ninguém nos ensinou isso, ninguém mostrou como fazer. O que ninguém nos conta é que esperar nem sempre vai terminar no dia, no jeito e na forma que gostaríamos! O que ninguém conta é que esperar, mesmo em Deus, não tira a angústia de ver a vida passar e as coisas não serem resolvidas! Ninguém nos conta que, às vezes, precisamos esperar não porque Deus quer, mas porque as circunstâncias exigem. Ninguém nos conta que esperar revela as nossas reais motivações interiores.

Pronto! Fiz uma mexida aí dentro, né? Instalei um problema! Com isso você acha que tirei de você a beleza da espera? Creio que não! Eu lhe trouxe a realidade, para lhe dizer que tudo o que eu disse também é verdade, existe, faz parte. No entanto, não querer viver tudo isso, rebelar-se ou gritar para os quatro cantos que esperar enche a paciência não vai mudar sua condição, amigão. ESPERE!

As duas coisas que disse aí em cima, sobre o que lhe contam e o que que não lhe contam, formam um conjunto de contrários que fazem a coisa acontecer. Toda a problemática do que não lhe contam, toda a “desromantização” da espera faz você dar sentido a tudo o que lhe acontece. Pense comigo: se esperar fosse tão bom assim, que sacrifício teria? Que sentido teria? Que esforço teria? Moleza nós só temos quando acordamos; o resto do dia é sacrifício e força para nos mantermos acordados. Desconstruir a imagem redondinha e bonitinha da espera não a desvaloriza, ao contrário, devolve a ela a beleza que lhe é devida. A espera gera têmpera, fortalece as escolhas; e se esperamos, é porque queremos muito aquilo pelo qual estamos esperando!

Dar sentido resolve a dor da espera?

Viktor Frankl diz: “O sentido não é moldado pela mente, mas a mente pelo sentido. Em vez de criar um sentido, a mente tem de submeter-se a ele, uma vez encontrado”. Ou seja, eu não dou sentido a algo que vivo, porque o sentido não se molda. Eu encontro o sentido em meio a tudo isso! O mesmo Viktor afirma que adversidades e sofrimentos são inevitáveis ao longo da vida, e nem precisava ser ele para dizer isso, né? Minha avó passou a vida me avisando sobre isso, porém, temos uma necessidade tão grande de prazer, que esquecemos que o sofrimento faz parte, que a dor está aí e é ela quem forja nosso caráter nas adversidades.

É normal, no meio tempo dessa espera que parece nunca ter fim, surgirem os sentimentos de medo, inconstância e desesperança. A desesperança – Frakl diz – é o mesmo que um sofrimento sem propósito. Nesse caminho, se não buscarmos, a fundo, encontrar o sentido da espera, o porquê de estar doendo, acabamos desenvolvendo uma profunda desesperança no que virá, porque, para nós, aquilo está sendo em vão, é como se não houvesse um objetivo.

O que não nos contam sobre isso é que a dor não vai passar do dia para noite. Não é encontrando o sentido em meio a tudo isso que a espera vai deixar de reclamar suas dores, mas seremos capazes de a suportar à medida que, encontrando o sentido, deixarmos que ele seja nossa motivação para perseverarmos.

Deus nos deseja por inteiro

São José Maria Escrivá diz: “Faz-me santo, meu Deus, ainda que seja à paulada! Não quero ser o peso morto da Tua vontade. Quero corresponder, quero ser generoso”. Mas que espécie de querer é o meu? Entende? Percebe? Esperar é uma “pauladinha”, ainda que leve para santidade e não se consegue santidade dormindo o dia todo! Chega uma hora na vida, jovem mancebo, que é preciso acordar, firmar-se e entender que dói querer ser melhor, que “malhar” a alma deixa os “músculos espirituais” doloridos. Com o tempo, acostumamo-nos com aquela dor, e precisamos aumentar o peso dos aparelhos, se não, estagnamos no resultado. Deus nos quer por inteiro, e, nesse caminho de espera, todos os sofrimentos próprios nos levam para Ele!

No final da frase, São José Maria Escrivá diz: “Mas que espécie de querer é o meu?”. O YouCat, no parágrafo 342, diz: “O sentido de nossa vida está em unirmo-nos a Deus em amor, em corresponder aos sonhos de Deus. Devemos permitir a Deus “viver a sua vida em nós”, nosso querer deveria ser o de que Ele vivesse a vida d’Ele em nós, e então a espera seria uma forma de deixar que Ele trabalhasse os frutos d’Ele em nós! E os frutos da espera são aqueles que precisam ser, e são melhores do que pensamos, mesmo que não seja o que pensamos!

O que não lhe contam sobre isso? Que para ser inteiro para Deus precisamos nos ter nas mãos, não damos nada para ninguém que não seja nosso, a não ser que sejamos uns tremendos cara de pau! Eu tenho o mínimo de decência de dar para as pessoas algo que é meu, que eu comprei, que eu conquistei! É duro voltar à essência do que somos, mas sem isso a espera é estéril! É possível, no entanto, fazermos um caminho de retorno à pureza do ser, que é a nossa essência sem as misturas que fomos colocando ao longo do tempo, para tentar descaracterizar aquilo! Deixa “Ele te falar quem você é”!

Do ônibus para os altares

Quando falamos de espera, o que vem primeiro a sua cabeça? Casamento? Namoro? Exames? Resultados? Provas? A hora do almoço? O ônibus? Enfim, descobri que para tudo na vida vamos precisar esperar, desde o computador, que é uma baita carroça, à promessa de Deus para nossa vida inteirinha! Mas cada uma dessas esperas colaboram umas com as outras neste caminho; cada uma delas nos ensinam um pouquinho de como lidar com a outra!

Já teve dor de barriga? Eu espero que sim! Todo mundo sai melhor de uma dor de barriga, acredite em mim! Fazemos promessas durante aquelas horas de agonia que transformam a nossa vida. Quando estamos com dor de barriga e estamos chegando perto de um banheiro, parece que o banheiro vai ficando longe, que nunca vamos poder reinar tranquilamente, aliviando aquela dor, que não vai dar tempo, que vamos morrer no meio do caminho ou fazer o que não devia antes do tempo! Mas o banheiro está ali, criatura, a poucos passos de distância; e logo mais você vai poder ser uma pessoa livre outra vez! Depois, você vai enfrentar outras dificuldades, consequências da dor de barriga: incômodo abdominal, bambeza no corpo etc. Mas a dor passou, o banheiro que parecia tão longe chegou!

Já ficou na fila do mercado esperando chegar sua vez, e a “tia” do carrinho da frente parece que levou toda a parte de higiene pessoal do mercado para a casa dela? É angustiante, da vontade de ir embora do mercado! Mas ai de você se não chegar em casa com o pão, o queijo e o presunto que sua mãe pediu pra você ir comprar no mercado!

A espera, quando se tem o olho no objetivo final, por mais difícil que seja, é mais fácil do que se as escolhas fossem precipitadas! A fila do mercado, o ponto de ônibus me ensinam que para ter escolhas definitivas na minha vida eu preciso ter paciência, pois, com o tempo, tudo vai se encaixar!

O que não lhe contam sobre isso? Que tudo o que é bom exige esforço, que tudo o que vale a pena exige sacrifício, que tudo o que é promessa passa pelo crivo da prova! Ainda somos fracos para entender tudo isso, ainda é difícil entender e dar sentido aos sofrimentos próprios de cada etapa, ou porque não entendemos ou porque estamos desanimados o suficiente para buscar soluções para o que parece insolucionável!

O que quero dizer com tudo isso? Que tudo o que gera vida traz um pequeno momento de dor, já começando no nosso nascimento! Para nascer, dói em alguém; para morrer, às vezes também! Um traz a vida na terra, outro gera vida no céu! Esperar não é diferente, dói, é um parto, não é fácil, mas é possível!

Para finalizar: sabe outra coisa que não lhe contaram? Mesmo que ninguém tenha lhe ensinado isso, esperar por aquilo que é importante está na
nossa essência; afinal, vivemos uma vida inteira esperando o céu!

Por Pedro Pinheiro, via Canção Nova

Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores conclui sua Assembleia Plenária em Roma

Por: noticiascatolicas.com.br

A Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores (PTCM) realizou a sua 10ª Assembleia Plenária de 4 a 7 de abril no Vaticano e, entre os projetos atuais, destaca-se a organização de um Simpósio Latino-Americano “sobre Sistemas de Proteção nas Igrejas e Sociedades Civis”.

Na abertura da plenária, o presidente da Comissão, Cardeal Séan Patrick O’Malley, apresentou aos membros as saudações do Santo Padre. Além disso, afirmou que o Papa Francisco aprecia o trabalho da Comissão por ter inicialmente proposto o encontro de fevereiro com os presidentes das Conferências Episcopais sobre a Proteção dos Menores, e as diretrizes e normas de proteção publicadas recentemente pelo Estado da Cidade do Vaticano, pelo Vicariato da Cidade do Vaticano e a Cúria Romana.

Este encontro do Papa no Vaticano, realizado de 21 a 24 de fevereiro, “evidenciou a tomada tangível de consciência sobre o papel crítico que a vida e a missão da Igreja têm no âmbito da proteção dos menores, mas também demonstrou que muita coisa ainda deve ser feita”, disse um comunicado da Pontifícia Comissão.

Portanto, a Comissão está apoiando as igrejas locais com diferentes projetos, como a criação de um “Painel Consultivo do Sobrevivente Virtual” –“Virtual Survivor’s Advisory Panel” (SAP), que funciona com o seu grupo de trabalho “Trabalhando com os sobreviventes”, que consiste em “um método de ouvir e aprender dos sobreviventes num espaço seguro e culturalmente familiar”, e se une ao SAP já existente nas igrejas locais no Brasil, Filipinas e Zâmbia.

Além disso, em maio de 2020, será realizado um “Simpósio Latino-americano sobre Sistemas de Proteção nas Igrejas e Sociedades Civis”, conduzido pela Comissão e pela Arquidiocese de Bogotá (Colômbia), com a participação da Confederação de Religiosos e Religiosas da América Latina e Caribe (CLAR), do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), de escolas católicas, agências governamentais, ONGs internacionais e locais, mídia internacional e Igrejas de outras denominações.

A Pontifícia Comissão irá realizar também um “dia de estudo com especialistas internacionais sobre o aprofundamento de crimes sexuais e as consequentes implicações, a fim de evitar futuros abusos”, porque consideram que “entender esse fenômeno é um fator-chave na criação de ambientes seguros para os menores”.

Também estão trabalhando na criação de um instrumento de auditoria que inclui a “triagem de materiais sobre diretrizes para a proteção de menores e a análise de modelos para monitorar o nível de implementação, com o objetivo de criar um recurso para apoiar as Igrejas locais na criação, implementação, revisão e auditoria de programas de proteção dos menores”.

Nesta linha, a PTCM também está realizando uma investigação para avaliar o estado de realização de programas educacionais e de formação sobre o tema da proteção dos menores nas escolas católicas, a partir dos projetos-piloto na África do Sul, Colômbia, Índia, Filipinas e Tonga.

Por fim, estão organizando um seminário acadêmico internacional sobre questões relativas a “Confidencialidade e transparência”, com especial atenção aos processos penais canônicos, previstos para dezembro de 2019.

Por outro lado, a Comissão agradeceu ao Arcebispo de Malta e vice-secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Charles Scicluna, por ter dedicado o seu tempo e suas competências aos membros, durante a assembleia plenária.

Os grupos de trabalho da Comissão prosseguiram o diálogo com as Congregações e os Dicastérios da Cúria Romana que têm uma responsabilidade particular no âmbito da proteção dos menores: Congregação para a Doutrina da Fé, Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Congregação para o Clero e a Congregação para os Bispos.

Atualmente, a Pontifícia Comissão é composta por 17 membros: Cardeal Seán O’Malley (EUA), Dom Luis Manuel Ali Herrera (Colômbia), Pe. Hans Zollner (Alemanha), Nelson Giovanelli (Brasil), Irmã Jane Bertelsen (Reino Unido), Dom Robert Oliver (EUA), Prof. Ernesto Caffo (Itália), Dr. Gabriel Dy-Lyacco (Filipinas), Sinalelea Fe’Ao (Tonga), Irmã Arina Gonsalves (Índia), Teresa Morris Kettelkamp (EUA), Irmã Kayula Lesa (Zâmbia), Prof. Benyam Dawit Mezmur (Etiópia), Irmã Hermengild Makoro (África do Sul), Juez Neville Owen (Austrália), Prof. Hanna Suchocka (Polônia) e Prof. Myriam Wijlens (Países Baixos).

Via ACI Digital

Papa reconhece virtudes heroicas de menino brasileiro que previu sua partida ao Céu

Por: noticiascatolicas.com.br

Nelson Santana, conhecido como Nelsinho, é um menino brasileiro cujas virtudes heroicas foram reconhecidas em decreto assinado pelo Papa Francisco; ele teve o braço amputado, sofreu muitas dores, mas suportou tudo unido a Jesus, e previu que partiria para a Casa do Pai na noite de véspera de Natal.

Nelsinho nasceu em Ibitinga (SP), em 31 de julho de 1955, sendo o terceiro dos oito filhos do casal João Joaquim Santana e Ocrécia Santana. Certo dia, aos 7 anos, enquanto brincava na fazenda onde vivia com sua família, machucou gravemente o braço e precisou ser levado à Santa Casa de Misericórdia de Araraquara (SP).

No livro ‘Nelsinho para todos’, o missionário redentorista Pe. Gerhard Rudolfo Anderer, que conviveu com Nelson Santana, conta que, no hospital, o menino conheceu Irmã Genarina, a qual lhe propôs que aproveitasse o tempo que passaria internado para fazer uma boa catequese, o que ele logo aceitou.

Nesta que seria sua primeira internação, aprendeu muito sobre “o Amor de Deus por nós e como Jesus nos libertou do mal”. Então, prometeu a Jesus “que levaria sua cruz cada dia e cada hora com boa disposição e sem reclamar jamais”.

Tempos depois, recebeu alta hospitalar e retornou para casa de seus pais. Porém, um dia, entrou correndo na cozinha e disse à sua mãe, angustiado: “Mãe, agora mesmo eu vou fazer um pecado muito grave, uma pecado feio, um pecado mortal”, ao que sua mãe, assustada, questionou o que acontecia.

O menino respondeu: “Prometi a Jesus não reclamar quando tiver de enfrentar a dor e o sofrimento. Mas agora, não aguento. Já é demais. Meu braço está pior que antes”. Então, a mãe o consolou e explicou que não era pecado avisar a ela quando sentia dor e o levou novamente ao hospital.

Rapidamente o menino foi atendido e o médico avisou a Irmã Genarina que não havia outra solução a não ser amputar o braço da criança. A religiosa contou primeiramente aos pais e depois foi falar com Nelsinho.

Ir. Genarina recordou à criança uma canção que cantavam na época dos encontros de catequese: “O meu coração é só de Jesus. A minha alegria é a Santa Cruz. Em penas e dores, em dura aflição, que viva Jesus no meu coração”. E, em seguida, lhe disse que naquele dia Jesus ia lhe pedir “bem mais que sua dor”.

Para a surpresa da religiosa, o menino respondeu: “Mesmo que seja meu braço por inteiro, Jesus pode levar, pois que tudo o que é meu também é Dele”.

No livro, Pe. Gerhard recorda, então, que em 1964 chegou a Araraquara para o curso dos padres novos e foi quando conheceu Nelsinho durante uma visita ao hospital. Eles conversaram, o menino lhe contou que já fazia oito meses que estava ali na sua segunda internação e confessou-lhe que gostaria de comungar todos os dias.

A partir desse encontro, Pe. Gerhard se comprometeu a levar Jesus Eucarístico diariamente para Nelsinho, o qual “comungava e recolhia todo o seu ser no Coração de Jesus, com quem passava a falar bem à vontade”.

Porém, conta o redentorista, se grande era o consolo ao receber a Eucaristia, também grande era o sofrimento nos dias de curativo, quando, “para não gritar de dor, ele beijava com força o Crucifixo” que havia ganhado de Ir. Genarina.

Chegou, então, o período do retiro espiritual dos redentoristas e Pe. Gerhard explicou a Nelsinho que precisariam ficar cinco dias em retiro, rezando, e o menino se comprometeu a estar unido a eles em oração. Mas, nesta mesma conversa, revelou que gostaria de passar o Natal no Céu, “se Jesus assim também o quisesse”.

“Não sei como é no Céu. Mas, se precisar de um braço, já consigo fazer alguma coisa como: mostrar a Jesus: ‘Ajuda este aqui! Veja aquele ali! Não deixe de socorrer aquele lá’”, disse o menino na ocasião.

Entretanto, como o Natal ainda estava longe, afirmou que não havia problemas. “Assim tenho mais tempo para me preparar”.

Quando estava no retiro espiritual, Pe. Gerhard recebeu um chamado urgente e foi ao hospital, onde Nelsinho dizia estar se sentindo mal e, por isso, pediu a Comunhão e a Unção. Após receber os sacramentos, voltou a se sentir bem.

Mas, chegou o dia 24 de dezembro e, como cada sacerdote tinha sido escalado para auxiliar na celebração do Natal em uma paróquia, coube ao Pe. Gerhard ir para a cidade de Fernando Prestes. Então, o sacerdote foi comunicar ao pequeno Nelson e lhe dar a Comunhão.

“Nelsinho, como sempre, recebeu Jesus devotamente e fechou os olhos. Abaixou sua cabeça e colocou sua mãozinha sobre seu peito”, recorda. Nesse meio tempo, Ir. Genarina chegou com outras crianças para montar o presépio perto do menino, que não podia se levantar. Ele, porém, respondeu: “Mas, eu não vou estar mais aqui”.

Pe. Gerhard, então, conversou com o menino para saber por que dizia aquilo e ele declarou: “Hoje, ao anoitecer, Jesus vai me levar para o Céu!”. Ambos conversaram novamente sobre o amor de Deus, ao qual queria retribuir “conquistando o máximo de crianças para Ele”.

Por fim, o menino combinou com o sacerdote: “Todos os dias, na hora da Santa Missa, após a Consagração, quando o padre levantar Jesus Hóstia, diga com poucas palavras a Ele o que quer, pois eu estarei bem atento ao lado dele para insistir, com confiança, puxando Sua manga, dizendo: ‘Jesus, atende o padre, atende toda esta gente’. Tenho certeza que não vai falhar”.

Depois desse que seria o último encontro entre os dois, Pe. Gerhard foi para a cidade de Fernando Prestes, onde presidiu a Santa Missa às 19h, mesmo hora em que, Nelsinho partiu para a Casa do Pai, em 24 de dezembro de 1964.4 boys

Via ACI Digital

Papa Francisco: ceder à falência é a desolação cristã

Por: noticiascatolicas.com.br

Às vezes, os cristãos “preferem a falência”, que deixa espaço para as lamentações, para a insatisfação, “campo perfeito para o diabo semear”.

Na homilia da missa celebrada na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco refletiu sobre o “cansaço” narrado no Livro dos Números (Nm 21,4-9). “O povo de Deus não suportou a viagem”, está escrito na Primeira Leitura: “o entusiasmo” e a “esperança” da fuga da escravidão no Egito foram se perdendo aos poucos à margem do mar e depois no deserto, chegando a murmurar contra Moisés. “O espírito de cansaço nos tira a esperança”, afirmou o Pontífice, “o cansaço é seletivo: sempre nos faz ver o lado ruim do momento que estamos vivendo e esquecer das coisas boas que recebemos”.

E nós, quando estamos desolados, não suportamos a viagem e buscamos refúgio nos ídolos ou na murmuração ou em tantas outras coisas … Isso é um modelo para nós. E este espírito de cansaço em nós cristãos nos leva também a um modo de viver insatisfeito: o espírito de insatisfação. Tudo é ruim, tudo nos incomoda… o próprio Jesus nos ensinou isso quando diz que este espírito de insatisfação nos faz parecer crianças quando brincam.

Campo para semear

Alguns cristãos cedem à “falência” sem perceber que este é o “campo perfeito para o diabo semear”. Às vezes, têm “medo das consolações”, prosseguiu o Papa, “medo da esperança”, “medo das carícias do Senhor”, conduzindo “uma vida de viúvas pagas para chorar”.

Esta é a vida de muitos cristãos. Vivem se lamentando, vivem criticando, vivem murmurando, vivem insatisfeitos. “O povo não suportou a viagem”. Nós cristãos muitas vezes não suportamos a viagem. E a nossa preferência é nos apegar à falência, isto é, à desolação. E a desolação pertence à serpente: a serpente antiga, aquela do paraíso terrestre. É um símbolo aqui: a mesma cobra que seduziu Eva e esta é uma maneira de mostrar a cobra que têm dentro, que morde sempre na desolação.

O medo da esperança

Passar a vida se lamentando: acontece com quem “prefere a falência”, “não suporta a esperança”, “não suporta a ressurreição de Jesus”.

Irmãos e irmãs, recordemos somente esta frase: “O povo não suportou a viagem”. Os cristãos não suportam a viagem. Os cristãos não suportam a esperança. Os cristãos não suportam a cura. Ficamos mais presos à insatisfação, ao cansaço, à falência. Que o Senhor nos liberte desta doença.

Via Vatican News

São Leopoldo Mandic, herói dos confessionários

Por: noticiascatolicas.com.br

São Leopoldo Mandic, queria servir a Deus promovendo a reconciliação dos cristãos

O santo de hoje foi um herói dos confessionários. Nasceu na Dalmácia (ex-Iugoslávia) no ano de 1866, dentro de uma família croata, que o formou bem para a vida com Deus e para o amor aos irmãos.

Foi discernindo sua vocação, e aos 16 anos tomou uma decisão: queria servir a Deus promovendo a reconciliação, a reunificação dos cristãos ortodoxos na Igreja Católica. E o Espírito Santo o encaminhou para entrar na vida franciscana.

Leopoldo tinha a saúde muito fragilizada e, ao mesmo tempo, aquele desejo de ir para o Oriente e promover a comunhão dos cristãos.

Ingressou na Ordem Franciscana em 1884 e em 1890 já era sacerdote. Seu pedido era insistente a seus superiores, para que o enviasse para essa missão de unificação, mas dentro do discernimento e de sua debilidade física, ele tinha que obedecer e ir de convento em convento, até que em 1909 chegou em Pádua, na Itália, no Convento de Santa Cruz.

Esse frade descobriu em cada alma o seu ‘Oriente’. E por obediência e amor, atendia-os por horas, sempre em espírito de oração e de abertura aos carismas do Espírito Santo.

Com 76 anos partiu para o Céu, e hoje intercede por nós.

São Leopoldo Mandic, rogai por nós!

O espírito de cansaço nos tira a esperança, diz Papa em homilia

Por: noticias.cancaonova.com

Durante a missa de hoje, Pontífice falou do “espírito de cansaço” que “abala a esperança”

Da Redação, com Vatican News

Papa Francisco preside Missa na capela da Casa Santa Marta / Foto: Vatican Media

Na Missa desta terça-feira, 9, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco fez uma reflexão sobre o espírito de cansaço que acaba por abalar a esperança do homem. A inspiração foi a partir da passagem bíblica no Livro dos Números (Nm 21,4-9).

“O povo de Deus não suportou a viagem”, está escrito na Primeira Leitura: “o entusiasmo” e a “esperança” da fuga da escravidão no Egito foram se perdendo aos poucos à margem do mar e depois no deserto, chegando a murmurar contra Moisés. “O espírito de cansaço nos tira a esperança”, afirmou o Pontífice, “o cansaço é seletivo: sempre nos faz ver o lado ruim do momento que estamos vivendo e esquecer das coisas boas que recebemos”.

“E nós, quando estamos desolados, não suportamos a viagem e buscamos refúgio nos ídolos ou na murmuração ou em tantas outras coisas … Isso é um modelo para nós. E este espírito de cansaço em nós cristãos nos leva também a um modo de viver insatisfeito: o espírito de insatisfação. Tudo é ruim, tudo nos incomoda… o próprio Jesus nos ensinou isso quando diz que este espírito de insatisfação nos faz parecer crianças quando brincam”.

Campo para semear

O Santo Padre destacou ainda que ceder à falência é o campo perfeito para o diabo semear. Às vezes, os cristãos têm medo das consolações, medo da esperança, das carícias do Senhor, e acabam conduzindo uma “vida de viúvas pagas para chorar”.

“Esta é a vida de muitos cristãos. Vivem se lamentando, vivem criticando, vivem murmurando, vivem insatisfeitos. “O povo não suportou a viagem”. Nós cristãos muitas vezes não suportamos a viagem. E a nossa preferência é nos apegar à falência, isto é, à desolação. E a desolação pertence à serpente: a serpente antiga, aquela do paraíso terrestre. É um símbolo aqui: a mesma cobra que seduziu Eva e esta é uma maneira de mostrar a cobra que têm dentro, que morde sempre na desolação”.

O medo da esperança

Passar a vida se lamentando é o que acontece com quem “prefere a falência”, acrescentou o Papa, não suporta a esperança, não suporta a ressurreição de Jesus.

“Irmãos e irmãs, recordemos somente esta frase: “O povo não suportou a viagem”. Os cristãos não suportam a viagem. Os cristãos não suportam a esperança. Os cristãos não suportam a cura. Ficamos mais presos à insatisfação, ao cansaço, à falência. Que o Senhor nos liberte desta doença”.

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Temporal deixa pelo menos três mortos no Rio de Janeiro

Por: noticias.cancaonova.com

Município do Rio de Janeiro está em estado de crise desde as 20h55 de ontem

Agência Brasil

Pelo menos três pessoas morreram por causa da chuva que atinge, desde a noite de ontem, 8, a cidade do Rio de Janeiro. Duas delas foram vítimas de um deslizamento no Morro da Babilônia, no Leme, zona sul da cidade.

A terceira morte, por afogamento, foi registrada na Avenida Marquês de São Vicente, na Gávea. Segundo relatos, um homem que estava na garupa de uma moto acabou derrubado pela correnteza e arrastado pela água. Quando o alagamento na via diminuiu, o corpo foi encontrado preso embaixo de um carro.

O município do Rio de Janeiro está em estado de crise desde as 20h55 de ontem. As áreas mais afetadas foram as zonas sul e oeste. O temporal alagou ruas, derrubou árvores, destruiu carros e inundou túneis por toda a cidade.

De acordo com dados do Alerta Rio, o sistema de monitoramento meteorológico da prefeitura do Rio, o volume de chuva acumulado em apenas quatro hora na noite dessa segunda foi até 70% maior do que o esperado para todo o mês de abril em alguns pontos dessas regiões.

Na zona oeste, a estação medidora da Barrinha registrou 212 milímetros de chuva entre as 18h e as 22h. No mesmo período, na zona sul, choveu 168 milímetros em Copacabana, 164 na Rocinha e 149 no Jardim Botânico.

As sirenes de alerta para risco de deslizamento de terra foram acionadas em 21 das 103 comunidades monitoradas pela Defesa Civil Municipal. Mas, segundo moradores, o alarme não chegou a ser acionado no Morro da Babilônia porque estava faltando energia na comunidade no momento do temporal.

A chuva também provocou o desabamento de mais um trecho da Ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer. Desta vez, a parte que caiu fica próxima do bairro de São Conrado. O desabamento ocorreu por volta das 22h, quando a via já estava fechada. Foi o quarto incidente desse tipo desde a inauguração da ciclovia, em janeiro de 2016. Um deles foi causado por ondas, durante uma ressaca, e três por temporais.

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Papa reconhece virtudes heroicas do Servo de Deus Frei Damião

Por: noticias.cancaonova.com

O Papa Francisco reconheceu as virtudes heroicas do Servo de Deus, Frei Damião. O frade capuchinho, que nasceu em Bozzano, na Itália, em 5 de novembro de 1898, agora se torna Venerável. Frei Damião morreu no Brasil, em 31 maio de 1997, na cidade de Recife, onde se dedicou às populações mais pobres e às Santas Missões, durante os seus 66 anos de vida religiosa. O Santo Padre também reconheceu as virtudes heroicas do leigo Nelson Santana, o Nelsinho, e o milagre por intercessão do Venerável Servo de Deus Padre Donizetti Tavares de Lima que será beatificado. 

Reportagem de Lízia Costa

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Papa Francisco pede conversão para recomeçar nova vida

Por: noticias.cancaonova.com

O Papa Francisco afirmou no Angelus de domingo que é preciso abandonar as pedras da difamação e do julgamento, e converter-se para recomeçar uma nova vida. Ao final da tarde o Santo Padre deixou o Vaticano para visitar mais uma paróquia romana.

Reportagem de Lízia Costa e Thulio Fonseca

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