Papa pede que fiéis se questionem: “Eu sou cristão do dizer ou do fazer?”

Por: noticias.cancaonova.com

Durante homilia da missa desta quinta-feira, 6, Francisco refletiu sobre palavras que marcam caminhos opostos da vida cristã

Da redação, com Vatican News

Papa celebra a missa na Casa Santa Marta/ Foto: Vatican Media

Na homilia da missa desta quinta-feira, 6, o Papa Francisco, referindo-se ao Evangelho do dia, de São Mateus, e à Primeira Leitura extraída do livro do Profeta Isaías, indicou uma série de palavras em contraste umas com as outras, sendo as primeiras, as palavras “dizer e fazer”, que marcam dois caminhos opostos da vida cristã:

“O dizer é um modo de acreditar, mas muito superficial, na metade do caminho: eu digo que sou cristão, mas não faço as coisas do cristão. É um pouco – para dizê-lo simplesmente – maquiar-se como cristão: dizer somente é um truque, dizer sem fazer. A proposta de Jesus é concretude, sempre concreto. Quando alguém se aproximava e pedia conselho, sempre coisas concretas. As obras de misericórdia são concretas”, afirmou o Santo Padre.

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As outras duas palavras em contraste são “areia e rocha”. “A areia não é sólida, é uma consequência do dizer, um maquiar-se como cristão, uma vida construída sem fundamentos. A rocha, ao invés, é o Senhor. É Ele, a força. Mas muitas vezes quem confia no Senhor não aparece, não tem sucesso, está escondido … mas é firme. Não tem a sua esperança no dizer, na vaidade, no orgulho, nos efêmeros poderes da vida … O Senhor, a rocha. A concretude da vida cristã nos faz ir avante e construir sobre aquela rocha que é Deus, que é Jesus; sobre o sólido da divindade. Não sobre as aparências ou as vaidades, o orgulho, as recomendações… Não. A verdade”, refletiu o Pontífice.

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“O terceiro binômio, alto e baixo, contrapõe os passos dos orgulhosos, dos vaidosos aos passos dos humildes”, comentou o Papa. Recordando a Primeira Leitura extraída do livro do profeta Isaías, Francisco destacou que o Senhor derrubou os que habitam no alto, humilhando a cidade orgulhosa, deitando-a por terra, até fazê-la beijar chão: “Hão de pisá-la os pés, os pés dos pobres, as passadas dos humildes”. Neste trecho, do texto do profeta Isaías, o Santo Padre ressaltou a semelhança com o canto de Nossa Senhora, o Magnificat. “O Senhor eleva os humildes, os que estão na concretude de todos os dias, e abate os soberbos, os que construíram a sua vida na vaidade, no orgulho…estes não duram”.

Por fim, Francisco pediu aos fiéis que aproveitem o tempo litúrgico do Advento, para se questionarem: “Eu sou cristão do dizer ou do fazer? Construo a minha vida sobre a rocha de Deus ou sobre a areia da mundanidade, da vaidade? Sou humilde, procuro caminhar sempre por baixo, sem orgulho, e assim servir o Senhor?”.

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