Sem fé é impossível agradar a Deus.

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“Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram.” (Hebreus 11, 6)

A reflexão que se desenrola neste despretensioso texto cinge-se à necessidade de se crer em Jesus Cristo, custe o que custar, aconteça o que acontecer, haja o que houver. Trata-se, portanto, de colocar no lugar de honra o trinômio: Fé- Esperança-Confiança. Isto é, crer, esperar e confiar pela e na Providência Divina, cooperando decisivamente e com todas as forças e potências da alma com os influxos da Graça Santificante, que a ninguém nega Nosso Senhor.

Alguns rechaçam esta verdade e caem inevitavelmente no voluntarismo, confiando temerariamente nas próprias forças e ignorando as fraquezas e misérias da natureza humana ferida pelo Pecado Original. Diante de um quadro assim matizado, como não ser arrebatado pela perplexidade? Só quem combate na fé pode aquilatar tal profundidade, largura e comprimento de tamanha aflição. Aquela de que São Paulo nos dá um vislumbre em sua carta endereçada aos hebreus que abraçaram a fé:

“Desse modo, cercados como estamos de uma tal nuvem de testemunhas, desvencilhemo-nos das cadeias do pecado. Corramos com perseverança ao combate proposto, com o olhar fixo no autor e consumador de nossa fé, Jesus. Em vez de gozo que se lhe oferecera, ele suportou a cruz e está sentado à direita do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente aquele que sofreu tantas contrariedades dos pecadores, e não vos deixeis abater pelo desânimo. Ainda não tendes resistido até o sangue, na luta contra o pecado. Estais esquecidos da palavra de animação que vos é dirigida como a filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes, quando repreendido por ele; pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho (Pr 3,11s). Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige? Mas se permanecêsseis sem a correção que é comum a todos, seríeis bastardos e não filhos legítimos.” (Hebreus 12, 1-8)

Eis a esperança que nasce da fé.

E ainda Nosso Senhor:

“Não se vendem dois passarinhos por um asse? No entanto, nenhum cai por terra sem a vontade de vosso Pai. Até os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois! Bem mais que os pássaros valeis vós.” (Evangelho de São Mateus 10, 29-31)

Deveríamos, ainda, ter sempre presente o dizer dos santos que, pela fé, alcançaram o prêmio:

“Trabalhemos em cooperação com a Graça, com todas as forças. Porém, permanecendo sempre humildes, cônscios de que a perseverança final é um Dom de Deus e de que somos apenas servos inúteis”.

Aí está: confiar para perseverar…Fé e confiança. Como crianças que esperam com inabalável certeza o retorno do Pai de Família ao lar, após mais uma jornada de trabalho.

Consideremos, ainda e por derradeiro, a história da Igreja Católica Nascente acerca do contexto histórico no qual, São João, exilado na Ilha de Patmos e inspirado pelo próprio Senhor Jesus, escreve o Livro do Apocalipse. Um tempo de perseguição e martírio, mas também de fé e esperança.

Naquele período o imperador romano Domiciano (81-96) moveu forte perseguição aos católicos, tendo deportado São João, que era o bispo de Éfeso, para a ilha de Patmos, ao mesmo tempo em que o pequeno, porém fiel, rebanho de Jesus Cristo era hostilizado pelos inimigos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Vale ressaltar que os cristãos aguardavam – como iminente – a volta de Cristo para livrá-los de todos os males, o que não acontecia. Foi nesse contexto que São João reacende a esperança – e a confiança – dos católicos.

Essa é a mensagem de esperança nestes tempos em que o mal que nos circunda se nos apresenta audaz e aparentemente triunfante numa sociedade que já não é cristã. E se assim é, empreendamos o combate da fé, firmes na esperança, certos de que nosso Pai proverá a recompensa, assim como nos dá testemunho São Paulo:

“O Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus. E, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, contanto que soframos com ele, para que também com ele sejamos glorificados. Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus.” (Romanos 8, 16-19)

Oh! Meu Deus! Como são insondáveis, misteriosos e profundos são vossos juízos! Miserere nobis, Domine nostrum!

Site Católico – Amor Mariano

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